Você sabe como vai se preparar para sobre(viver) na Era da Complexidade?

Você sabe como vai se preparar para sobre(viver) na Era da Complexidade?

Não estamos vivendo a era da mudança e sim uma mudança de era. Desde 1789, época da Revolução Francesa, que os historiadores classificam nossa era como Era Contemporânea. Mas o script de nascer, crescer, estudar, se formar, trabalhar, casar, criar os filhos, se aposentar, aproveitar o resto da vida e morrer, funcionou muito bem para nossos pais e avós. Para nós, ele já não serve mais.

Não queremos mais seguir esse padrão e passar anos e anos numa mesma empresa, fazendo as mesmas coisas. Queremos a diversidade e a complexidade. E por isso mesmo, essa é a era da Complexidade. Tudo está interligado e interconectado, formando um tecido único com variáveis que mudam constantemente e tão velozmente que não conseguimos acompanhar.

E como podemos nos adaptar a essa nova era e nos preparar para um mundo do trabalho cada vez mais incerto e instável? Em primeiro lugar você precisa aceitar que precisa mudar sua visão de mundo, do seu modo de trabalhar e de si mesmo. Depois, precisa se conformar que não vai conseguir entender tudo sobre tecnologia, mas precisará entender o básico. Em seguida, precisa entender quais são as forças que estão moldando esse novo mundo do trabalho e entender quais habilidades precisará desenvolver para viver nesse complexo mundo. Em último lugar, mas o mais importante de tudo, precisa começar.

Mudar a forma de pensar e ver mundo exige sair da zona de conforto, traz dor, traz dúvidas, requer coragem de ir por caminhos que ainda não existem e que, mesmo naqueles que já existem, os resultados não costumam ser previsíveis.

Precisamos perceber que o modelo econômico que adotamos desde a Revolução Industrial já não serve mais. Agora precisamos mergulhar na economia compartilhada e criativa, onde o lixo de um é a matéria prima de outro integrante da cadeia produtiva. Precisamos enxergar que o aumento da expectativa de vida trará desafios e necessidades que precisarão de negócios que ainda não existem. A automação deve acabar com quase 47% dos trabalhos intelectuais que sejam repetitivos, programáveis e parametrizáveis. Precisaremos reinventar o lugar que ocuparemos na cadeia produtiva. As máquinas serão cada vez mais inteligentes e conectadas, afetando significativamente a maior parte da população mundial.

E quais serão as habilidades necessárias para viver nesse novo mundo do trabalho?

  1. Capacidade de se relacionar bem consigo mesmo, ou seja, Relacionamento Intrapessoal.
  2. Capacidade de se relacionar bem com as outras pessoas, ou seja, Relacionamento Interpessoal.
  3. Capacidade de dar soluções fora do padrão para os problemas enfrentados, ou seja, Inteligência Criativa.
  4. Capacidade de aprendizado constante e de transmissão desse aprendizado para outras pessoas.
  5. Capacidade de se relacionar bem com as máquinas, ou seja, Relacionamento Intra-artificial.

Mas como se preparar para essa realidade que já está aí, batendo à nossa porta? Existem três passos fundamentais:

  1. Desaprender. Deixe de lado a convicção de que tudo que você sabe está certo, de que os conceitos e ideias aprendidas ao longo da sua vida (e quanto mais velho você for, mais difícil será esse passo) são verdades absolutas e que não mudarão. Existem milhões de novas ideias circulando por aí, umas conflitantes com as outras,  e todas potencialmente possíveis. Então se você não tiver um desprendimento de sua bagagem não conseguirá entender e visualizar uma forma diferente de usar uma ferramenta, por exemplo. Novas tecnologias e a metodologia Design Thinking estão aí para ajudar você a desconstruir seus modelos mentais e abrir um portal para o novo.
  2. Esteja sempre aberto a aprender coisas novas, mesmo que aparentemente não tenham relação com o seu trabalho. Aprender coisas diferentes do seu dia-a-dia, estimulam novas conexões neurais e preparam você para o próximo passo: reaprender a aprender.
  3. O aprendizado adulto é muito diferente do aprendizado de uma criança. Nós adultos aprendemos mais quando o conteúdo faz sentido para nós e ele só faz sentido se podemos colocá-lo em prática. Então, esqueça a ideia de se entupir de conhecimento sem testá-lo na sua realidade. Tente, experimente e classifique o que funciona pra vc e deve ser adicionado ao seu repertório mental e o que vai ser descartado pois não se aplica no seu contexto.
Mônica Cavalcanti
Mônica Cavalcanti
Sou formada em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Pós Graduada em Gestão Estratégica de RH pela Universidade Estácio de Sá atuando há mais de dez anos em cargo de gestão na Área de RH em empresas de médio e grande porte do varejo, indústria e de serviços.

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