Se você não construir seus sonhos vai construir os sonhos de alguém.

Se você não construir seus sonhos vai construir os sonhos de alguém.

Queria fazer uma reflexão sobre essa frase. Hoje parece que todo mundo quer ser empreendedor ou porque perdeu o emprego ou porque precisa aumentar a renda, etc…. são vários os motivos. Mas quantos de fato são empreendedores porque querem realizar algo, deixar um legado para a sociedade, algo que lhe traga satisfação profissional e garantia de recursos financeiros aliado à possibilidade de entregar um pouco de si, seja produto ou serviço, para os que estão à sua volta?

Ser empreendedor não é fácil e não é sinônimo de riqueza. Antes de chegar nesse estágio, tem muito chão pela frente. Precisa ter dedicação, esforço, resiliência, gostar de desafios. Nem todos possuem essas características. Mas a internet está tão cheia de pessoas que mostram o caminho do sucesso de forma tão rápida e exitosa que fica parecendo que trabalhar numa empresa é um sacrilégio.

Será que é tão ruim assim?! É tão desgastante trabalhar no sonho de alguém?! E se esse sonho tiver sintonia com você, será que a perspectiva não muda?! Sei que a realidade da economia brasileira acaba empurrando muita gente pra essa saída, mas acho que ainda há espaço para quem quer contribuir com o sonho de outra pessoa. Afinal, sonho que se sonha junto, não é sonho, é realidade! (pra mencionar outra frase de efeito famosa).

Mas trabalhar para o sonho de alguém só te dá sentido se você souber quais são os valores em que você acredita e se esses valores estão de acordo com os valores de quem te contrata. Sei que isso é um jargão já muito batido mas é verdadeiro.

O que acontece com a maioria que se desencanta com a empresa é que, em algum momento, parece que não faz mais sentido estar naquele lugar. Nos tornamos como um peixe fora d’água, uma espécie de ET no ambiente. Tudo parece cansativo: as tarefas, o chefe, os colegas, mesmo que seu salário seja bom e esteja sendo pago religiosamente em dia. Perdemos o ânimo, a vontade.

E quando você pergunta para um profissional nessa situação por que ele se sente assim, ele responde que há muita incoerência, que o que se diz não é o que se faz (em termos de gestão de pessoas), que o chefe não tem foco, parece perdido, que não há espaço para ideias e que ele não vê perspectivas de melhora no curto prazo.

No fundo ele está dizendo que não há integridade, não há reconhecimento, possibilidades de sucesso, falta segurança, confiabilidade, falta equilíbrio. No meio do dia-a-dia, empresários e líderes estão sempre às voltas com metas, faturamento, margem de lucro, despesas, custos, e uma infinidade de números que não permitem esse cuidado de perceber se os valores da empresa ainda são os mesmos, se o que se faz está em congruência com o que se valoriza.

Então o problema não é trabalhar para o sonho de alguém e sim ter a sorte de estar com alguém que não esquece dos seus valores para realizar seus sonhos. Além disso, quem disse que só há possibilidade de realização em trabalhos solo?! É possível sim ser feliz servindo outras pessoas, participando da construção de algo que não foi idealizado por você mas que te dá condições de se sentir útil, produtivo e realizado.

Mônica Cavalcanti
Mônica Cavalcanti
Sou formada em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Pós Graduada em Gestão Estratégica de RH pela Universidade Estácio de Sá atuando há mais de dez anos em cargo de gestão na Área de RH em empresas de médio e grande porte do varejo, indústria e de serviços.

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